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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Aviso de encerramento da temática: Educação Física Escolar e do II Ciclo de Estudos

Comunico o encerramento da temática: Educação Física Escolar e do II Ciclo de Estudos Sobre Formação e Prática Pedagógica de Professores de Educação Física. Aproveito a oportunidade de agradecer a todos os participantes do mesmo e também para enaltecer as contribuições sobre as temáticas estudadas efetuadas durante o desenvolvimento do ciclo. Agradeço particularmente aos coordenadores de temáticas, Franciele Roos da Silva Ilha (Espaços Formativos), Ana Paula da Rosa Cristino (Formação Continuada), Leonardo Germano Krüger (Identidade Docente) e Marta Nascimento Marques (Educação Física Escolar) que com brilhantismo estimularam com os seus textos a participação de todos. Sem dúvida alguma o desenvolvimento do ciclo contribuiu para termos mais conhecimentos a respeito da formação e da prática pedagógica de professores de Educação Física. Prof. Dr. Hugo Norberto Krug (Coordenador do II Ciclo de Estudos). 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS – Temática: Educação Física Escolar – Haury

Neste momento, após ler e refletir sobre as contribuições de cada um dos colegas sobre a Educação Física Escolar, percebo a existência de situações antagônicas em sua concepção, porém ao diagnosticar inúmeros problemas e contradições que permeiam o ambiente escolar, e mais especificamente a educação física, vejo possibilidades de um melhor reconhecimento e valorização dos envolvidos diretos  no processo, alunos e professores. O Ciclo de estudos, por meio das idéias dos professores colaboradores nos fazem um alerta do quanto a EFE deve ser levada à discussão, comprovada pela própria participação dos integrantes do GEPEF nesta temática.

            Partimos de uma análise desde a formação dos futuros professores que atuarão nas escolas, levando em consideração quais concepções de ensino são idealizadas nestes espaços, que características e perfis carregam nossos egressos no ensino superior. Estes questionamentos podem ser referência para a Universidade traçar suas diretrizes na Formação Inicial de nossos alunos.

            Outra contribuição apresentada no debate refere-se a relação teoria e prática. Ora, nossa atuação na educação física é privilegiada nesse aspecto, pois temos a possibilidade de unir o que os alunos talvez mais gostem, que são as atividades representadas pelo movimento humano associadas as mais diferentes formas de conhecimento teórico, científico, popular, de grupos afins etc. Trago uma reflexão particular que “ nada melhor que viver o mundo atual e suas temáticas a partir das relações sociais nas aulas de Educação Física ESCOLAR.

            Falou-se ainda sobre as dificuldades encontradas pelos professores na sua prática docente. Faltam espaços, materiais e “voz” aos professores de educação física da rede escolar. Entendo que a sociedade, há algum tempo, está conscientizando-se da importância que o professor de educação física tem dentro da escola e na sociedade, pois é lá que a criança, o adolescente e o adulto, a exemplo o PROEJA, irão construir parte de suas relações cognitivas, motoras, afetivas e sociais. Por que então as dificuldades apontadas anteriormente? Acredito que precisamos de maior representatividade social para que muitas leis e diretrizes possam ser cumpridas e também pela própria história da educação física que é recente em nossa cultura.

            Seguem outros assuntos tratados no Ciclo, mas gostaria de destacar o que se refere aos eventos esportivos que serão realizados em nosso país em 2014 (Copa do Mundo de Futebol) e 2016 (Jogos Olímpicos Mundiais). Opiniões a favor, argumentos contra a realização dos mesmos. Sabe-se que para realizar em particular estes eventos surgem inúmeros projetos de fomento ao esporte, talvez menos expressivos no ambiente escolar, como forma de incentivar a prática de diferentes modalidades esportivas. Somos conscientes, é claro, que a EFE não deve apenas restringir-se ao esporte e principalmente ao rendimento, mas de certa forma nos embasamos e somos influenciados por ele. Críticas surgem devido aos altos investimentos para a realização dos “jogos”, por outro lado justificadas pelo legado como melhoria do transporte nas cidades, segurança, turismo, comércio etc. Entendo que na EFE, temos a possibilidade de contribuir na formação do indivíduo sob diferentes aspectos como já mencionado anteriormente, portanto quando falamos em Projeto Olímpico, detecção de talentos esportivos, práticas e hábitos de vida saudável e formação de valores, poderíamos sim, estar falando de uma EFE respeitada como espaço de formação.

            Enfim, eram estas as reflexões que tive e que encorajei-me a falar sobre a Educação Física Escolar a partir das leituras e contribuições da Comunidade GEPEF para o II Ciclo de Estudos. Um feliz Natal e que 2012 seja repleto de sonhos a serem alcançados por todos nós. 

domingo, 18 de dezembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar – Patric

Atualmente, podemos perceber que a temática: Educação Física Escolar (EFE) vem sendo bastante discutida, criticada e, por muitas vezes, avaliada em relação a sua validade dentro do componente curricular da escola.

Sabemos, como coloca a professora Marta, que muitos são os descaminhos que os professores de EFE enfrentam nos dias de hoje, e isso com certeza acaba influenciando nas aulas, bem como, na disciplina como um todo. Porém, acredito que isso não pode tornar-se desculpa para responder os questionamentos da nossa atuação na escola, pois de nada adianta acharmos o problema e não solucioná-lo.

Desta maneira, gostaria de destacar a importância dos professores de EFE na luta pela valorização da nossa disciplina. Para que possamos ser reconhecidos e respeitados, temos que primeiramente saber o verdadeiro papel da nossa disciplina para a comunidade escolar, bem como, para sociedade. Desta forma, concordando com as colocações da professora Franciele, acredito que é importante que o professor invista em conhecimento, e que compreenda quais são seus conteúdos e saberes primordiais para sua atuação na escola.

Vejo também, que os cursos de Licenciatura em Educação Física possuem uma grande responsabilidade em mostrar aos futuros professores o quão eles são importantes dentro da escola, pois como coloca Carreiro da Costa (1994), a formação inicial é o momento em que o futuro professor adquire os conhecimentos científicos e pedagógicos, bem como, as competências necessárias para enfrentar a carreira docente.

Sendo assim, retomo as colocações feitas pelo professor Hugo ao destacar como um dos caminhos para ajudar a EFE, a importância de se trabalhar na formação inicial com a proposta do ensino crítico – reflexivo, bem como, na formação continuada dos professores em serviço. Mas para que isso aconteça, é necessário que os professores universitários saibam realmente como trabalhar com este ensino, caso contrário, de nada adiantará todo esse discurso.

Também fazendo um link com a escrita do professor Leonardo, aponto que é importante que tenhamos um conhecimento sobre a história da EFE, principalmente de todos os momentos que ela foi passando e suas influências, para que possamos escolher qual a abordagem que realmente queremos seguir nas aulas EFE, e assim, ter subsídios que sustentam a nossa permanência dentro do ambiente escolar.

Porém, um dos pontos que me intrigam e que o professor Cassiano ressalta é o fato de que ainda enfrentamos os equívocos de nossa profissão, como por exemplo: a relação da teoria com a prática, onde muitos professores dizem que são práticos e outros que são teóricos, sem fazer qualquer relação de uma com a outra, como se isso fosse possível!

Por tanto, tentando achar uma possível resposta para a pergunta do professor Clairton, ao nos questionar sobre a existência de retrocessos na EFE em relação aos mega-eventos que o Brasil sediará nos próximos anos, onde o professor poderá ser um treinador, acredito que se nós enquanto professores de EFE realmente sabemos o nosso papel dentro da escola não haverá retrocessos dentro do campo escolar na nossa disciplina, e com certeza, saberemos reivindicar por melhores condições no nosso ambiente de trabalho ao invés de ficarmos olhando o quanto é gasto para fazer eventos, que na maioria das vezes não trazem nenhum benefício para nossas aulas na escola, sem fazer nada para que isso acabe.

Referência

CARREIRO DA COSTA, F.A.A. Formação de professores: objetivos, conteúdos e estratégias. Revista de Educação Física UEM, Maringá, v.5, n.1, p.26-39, 1994.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Cassiano


Após um período de reflexões e tentando voltar a ativa venho realizar um recomeço se assim posso dizer, com esta contribuição. Após ler, reler, ler novamente os textos escritos no ciclo de estudo chego a um pensamento de aprofundar um pouco mais as colocações do Prof. Clairton quando fala sobre a pesquisa realizada pelo Prof. Valter Bracht, voltando ao pensamento de que primeiramente devo observar historicamente qual o caminho que esta Educação Física Escolar do Brasil vem realizando ao decorrer destes anos, me atendo também nas falas realizadas pelo mesmo aqui em Santa Maria.
Sendo assim, ao observar as propostas de Pimenta (2000), Libâneo (2000) e Fernández Balboa (2004) destacadas pelo professor Bracht, podemos dizer que estes fazem uma distinção entre a pedagogia e a didática, mas devem estar pensando o porquê realizo este pensamento, o que posso dizer é que ao observar estas propostas chego a conclusão que até a década de 1980 tínhamos um enfoque na didática em relação à reflexão pedagógica, sendo assim a discussão pedagógica nunca ultrapassava aos limites da discussão didática.
Valter Bracht nesta palestra realizada no I Seminário Internacional de Educação Física na UFSM, abordou este tema salientando que um dos indicadores deste enfoque na didática esta na preponderância dos manuais contendo formas de exercitação, indicadores e procedimentos de ensino, sendo que pouco foi trabalhado ou não foi trabalhado a preocupação com a discussão em torno das finalidades sociopolíticas da Educação Física Escolar (EFE). Neste entender, apartir desta discussão da década de 1980 que entramos em um enfoque pedagógico. Apartir deste entramos em outro extremo onde a EFE parte para uma discussão onde se desassocia a essa nova com a didática, entendendo a didática como a prática, oferecendo respostas do como fazer, do como ensinar e do como treinar.
Com o implementar do pensamento progressista na EFE brasileira, passamos a alvejar a educação tecnicista (didática) como este sendo mais um dos mecanismos usados pelos capitalistas para influenciar as pessoas a reprodução e não à reflexão. Para Libâneo (2000, p.103), ocorre uma “sociologização do pedagógico”, mas esta prática dos professores passa a ser entendida como uma reprodução das decisões sociais e políticas. O que importa nesta fala é destacar que a EFE perde prestígio nestas questões, gerando uma nova dicotomia para os professores os “teóricos” e os “práticos”. Neste sentido que o professor Valter destaca que aconteceu uma grande perda devido quem sabe a análise destes professores no qual acontece até nas universidades onde os professores universitários, formadores de novos professores ainda possuem uma dicotomia de EFE, uns dão as mesmas aulas que davam antigamente pensando serem práticos e outros se negam a darem aulas práticas fundamentando serem teóricos.
Tardif (2000, p. 121) coloca muito bem suas palavras quando afirma que:

[...] a relação entre a pesquisa universitária e o trabalho docente nunca é e nunca deveria ser uma relação entre teoria e prática, mas sempre, ao contrario, uma relação entre autores, entre sujeitos cujas práticas são portadoras de saberes.

Então, qual a divisão entre a teoria e a prática? Se pensarmos como o texto seria os que pensam e os que executam. Mas Tardif (2000, p. 127) diz que:” esta desvalorização dos saberes dos professores pelas autoridades educacionais, escolares e universitárias não é um problema epistemológico ou cognitivo, mas político”. Ai que esta a discussão da EFE, onde o professor não deve somente pegar os cadernos didáticos e aplica-los, pensando ser estes as soluções de seus problemas, sim, deve reconstruir, reinventar sua prática referenciando-as nas ações e nas experiências encontradas nas reflexões teóricas. É fundamental ao professore se apropriar de teorias, mas que estas sejam de forma autônoma e critica, sendo sim autor de sua própria prática. Acho que estamos avançando, mas temos muito mais a avançar pois acredito que ainda somos meros bonecos de um sistema que nos faz reproduzir e não pensar, que nos impõe e não pede ideias, que nos paga o quanto acha que valemos e não o quanto somos importantes para a construção de uma consciência de EFE diferenciada.
Agora, observando um pouco mais a pergunta realizada pelo Prof. Clairton, o qual pergunta se: “com a aproximação dos mega-eventos existe risco de retrocesso nas conquistas da Ed. Física referente ao campo educacional, retornando a velha concepção de treinadores em vez de professores?” posso dizer que chegamos a um grande problema, onde até escutei juntamente com os demais acadêmicos presentes no Seminário, um professor universitário falar que assistir a copa e o fantástico traz ao povo muito mais benefícios que a própria EFE e ainda mais, fala que os benefícios dos recursos que serão empregados na copa farão melhor para o país que a própria EFE tem feito durante estes anos (olha por se tratar de um professor que possui muitos anos de CEFD e ser comprometido com a EFE como o mesmo disse, fiquei chocado como o Prof. Valter também). Olha acho que o risco está ai, gastaremos mais de 72 Bilhões de reais na copa, gastos em coisas que o brasileiro não irá usufruir depois da copa, olha o Pan no Rio, foram gastos 3,5 bilhoes de reais, o estádio tudo bem esta sendo usado, mas e o resto? O velódromo que custou muito dinheiro esta abandonado, pois ninguém pode entrar devido ser muito sensível, o complexo Aquático Maria Lenk estava desativado devido ao valor de manutenção, igualmente acontece com o Maracanã que será gasto mais um grande valor depois do já gasto com o Pan e ainda maracanazinho que foi totalmente reformado e não se pode usar.
Para ser sincero, claro que nunca seria investido, mas tem muitas universidades federais que estão sucateadas, professores com salários defasados, sem equipamentos, sem infraestrutura e ainda assim estamos atirando dinheiro fora, pois estes mega-eventos como falaste, não são para o povo que não tem acesso a uma EFE de qualidade (quando falo qualidade quero dizer: professores motivados, ganhando bem, com infraestrutura, materiais e formação), estes não poderão sequer conhecer o estádio se não trabalharem nele, acho que ela a EFE, educação em geral, sai novamente prejudicada.
Não sei se tem alguém que concorda com tudo que escrevi acima, mas foi como se fosse um desabafo.

Referencias

BRACHT, V. Educação física & ciência: cenas de um casamento (in)feliz. Ijuí: UNIJUÍ, 1999.

BRACHT, V. O tempo e o lugar de uma didática da Educação Física. Rev. Bras. Cienc. Esporte, Campinas, v. 28, n. 2, p. 21-37, jan. 2007. Disponível em: http://www.rbceonline.org.br/revista/index.php/RBCE/article/viewArticle/53, Acesso em: 10 de Dezembro 2011.

FERNÁNDEZ BALBOA, J. M. Recuperando el valor ético-político de la pedagogía: las diferencias entre la pedagogía e la didáctica. In: FRAILE, A. (Coord.). Didáctica de la educación física: una perspectiva crítica y transversal. Madrid: Biblioteca Nueva, 2004. p. 315-330.

LIBÂNEO, J. C. Que destino os educadores darão à Pedagogia? In: PIMENTA, S. G. (Org.). Pedagogia, ciência da educação? São Paulo: Cortez, 1996. p.107-134.

LIBÂNEO, J. C. Educação: pedagogia e didática. In: PIMENTA, S. G. (Org.). Didática e formação de professores: percursos e perspectivas no Brasil e em Portugal. São Paulo: Cortez, 2000. p.77-129.

PIMENTA, S. G. Para uma re-significação da didática. In: . (Org.). Didática e formação de professores: percursos e perspectivas no Brasil e em Portugal. São Paulo: Cortez, 2000. p. 19-76.

TARDIF, M. Os professores enquanto sujeitos do conhecimento: subjetividade, prática e saberes no magistério. In: CANDAU, V. M. (Org.). Didática, currículo e saberes escolares. Rio de Janeiro: DP&A, 2000. p.112-128.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Clairton
 
 A Educação Física sempre se confundiu com o Desporto. Tanto que até hoje não se diferencia um "bom treinador" de um "bom professor" (BRACHT, 1989, p.12).

Primeiramente, parabenizo a Professora Marta pelo excelente texto que introduz a nova temática. Inicio a minha contribuição com a citação de Valter Bracht (1989), embora tenha sido escrita há 22 anos na “Revista da Fundação do Esporte e Turismo”,  continua muito atual. Os professores, conjuntamente com a disciplina, sofrem com tais concepções provenientes de uma história que ainda mostra suas marcas, tornando a reflexão sobre os caminhos percorridos pela Educação Física um exercício complexo que envolve múltiplos fatores que se entrelaçam com a história da Educação brasileira.
 Como foi bem colocado anteriormente pelo professor Leonardo “Refletir sobre práticas pedagógicas requer conhecimento da história da EF, sobremaneira das influências que os setores político e social impõem a Educação Física”. Sabemos que as políticas voltadas ao esporte regem as bases educacionais direcionadas a Ed. Física, essas convicções sempre fizeram parte de sua história. Primeiramente, utilizada pelas instituições médicas e militares no sentido de melhorar a saúde e disciplinar as pessoas ao trabalho; posteriormente, usada como uma ferramenta social capaz de mudar o futuro de milhares de jovens através da produção de atletas habilitados a representar a nação, demonstrando a força do país frente a outras potências mundiais. Transferindo para a Ed. Física responsabilidades que ultrapassam a competência de uma disciplina escolar.
Agregando elementos substanciosos a problemática, o Brasil sediará em 2014 a “Copa do Mundo” e em 2016 as “Olimpíadas” somando uma quantia de gastos públicos na casa de BILHÕES de reais, que poderiam ser mais bem empregados nas necessidades básicas da população. Neste momento, cabe o seguinte questionamento: quais as alternativas que nós professores possuímos a disposição para lutar contra mais uma investida política de transformar os “professores de Ed. Física” em “treinadores” para os mega-eventos?
Inegavelmente avanços teóricos na área da Educação Física foram conquistados na tentativa de superar tal contexto, podemos perceber algumas delas nas escritas dos professores (Hugo Krug, Marta Marques e Franciele Ilha) ao destacarem: a qualificação dos cursos de formação inicial e continuada, formação de professores reflexivos, melhor condição de trabalho e salário, sendo estes, um dos caminhos a serem percorridos com vistas a um futuro diferente para a disciplina.
Com tudo, aponto este problema como um dos principais descaminhos percorridos pela Ed. Física ao longo de sua história. Para finalizar, deixo a seguinte questão: com a aproximação dos mega-eventos existe risco de retrocesso nas conquistas da Ed. Física referente ao campo educacional, retornando a velha concepção de treinadores em vez de professores?

REFERÊNCIA
BRACHT. V. Educação física: a busca da autonomia pedagógica. Revista da Fundação do Esporte e Turismo, 1989. Disponível em: http://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt, Acesso em: 10 de Dezembro 2011.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Fabiana

Inicio minhas contribuições sobre a temática parabenizando à mediadora Marta Nascimento Marques pelo seu texto.
Sabe-se que os debates acadêmicos e a produção científica na área da Educação Física Escolar[1] tem crescido significativamente na última década.
Se observarmos a EFE, ela ocorre historicamente em certo cenário, com certo enredo e para certo público. Porém ainda se discute quais são as melhores e mais eficazes estratégias para possível modificação da sua prática.
Assim lendo o texto da Marta, volto às lembranças, e às experiências que obtive nos meus estágios supervisionados, sendo que lembro das frases que os professores titulares me diziam: “Hoje em dia não vale mais a pena tu ser professor da escola, porque o salário é baixo, as condições físicas e didáticas estão precárias e a EFE não é vista perante os alunos, à escola e à comunidade como importante no processo de ensino–aprendizagem”.
Diante dessa colocação do professor, me questiono, será que é está tão ruim a EFE? Será que existe algum rumo certo para conseguir modificar as dificuldades encontradas no dia-a-dia?
Assim me remeto à formação inicial que possivelmente esse professor deve ter feito, e como está sendo a formação continuada desses professores na escola?
São muitas as dúvidas, as incertezas sobre a EFE, porém devemos ter sempre em mente o quão importante e fundamental ela é no processo e no desenvolvimento tanto pessoal, como profissional para os futuros - talvez - professores, e que ela passe aos seus alunos uma variada e repleta gama de experiências e vivências positivas capazes de transformar a prática escolar.


[1] EFE – Educação Física Escolar.

domingo, 27 de novembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Franciele


                Acredita-se que seja consenso entre os professores de Educação Física, assim como os docentes das demais disciplinas, a dificuldade e a insegurança presentes na fase inicial da carreira. Isto porque, este período representa o primeiro momento em que o sujeito deixa de “ser” aluno para caracterizar-se como professor. Há uma mudança muito representativa e significativa neste sentido, mesmo considerando que o sujeito já teve experiências docentes nos estágios de sua formação inicial e/ou em outros projetos e programas de iniciação à docência. Mas qual a relação desta reflexão introdutória referente à entrada na carreira com os caminhos e descaminhos da Educação Física Escolar?
Esta relação pode ser compreendida a luz da seguinte constatação, em especial quando se enfoca a prática docente deste componente curricular: a sensação e conclusão que se chega é que uma grande parcela dos professores de Educação Física estão em constante período de entrada na carreira, porque não há um mínimo de consenso entre eles de “o quê” e de “como ensinar”. Mínimo, porque para que uma área de conhecimento se legitime dentro de um currículo escolar é necessária a identificação de um mínimo de conteúdos, saberes a serem ensinados, problematizados, objetivados. E o conhecimento da Educação Física na escola mostra-se regularmente obscuro e indefinido, não só para estes docentes, mas para os seus colegas de trabalho, para a escola, para a comunidade escolar e para a sociedade. Muitos professores de Educação Física, quando questionados sobre “o quê” trabalham em suas aulas - porque o “como” raramente é questionado, talvez porque acreditem que só existe uma forma de ensinar - geralmente não conseguem explicar e fundamentar tal questionamento a ponto de mostrar a relevância desta disciplina no currículo escolar, as respostas giram em torno de: “nós trabalhamos com o esporte”; “com vôlei, futebol e atletismo”; “esportes, dança e ginástica”. Óbvio que, ao se levar em conta os Parâmetros Curriculares Nacionais da Educação Física, por exemplo, os conteúdos lá indicados serão estes, com a inclusão dos jogos e peculiaridades para a Educação Infantil e Ensino Médio. Além disso, este documento também apresenta aspectos didáticos e avaliativos para subsidiar as aulas de Educação Física, da mesma forma, pode-se considerar as diferentes abordagens para o ensino deste componente curricular. No entanto, em meio a tantos subsídios teóricos e alguns teórico-práticos a impressão que se tem é que eles não dão conta da complexidade do ato educativo da área. Inclusive, podem vim a gerar mais dilemas para os docentes em escolher uma ou outra perspectiva ou mesmo a mescla entre elas, quando for possível. E quando é possível? Acerca desta temática Barbosa (2010, p.9) chama a atenção para a “carência de trabalhos que dêem conta de atender a uma demanda, cada vez maior, por respostas aos problemas cotidianos da Educação Física escolar”. Destaca ainda que o problema está no número insuficiente de trabalhos que não conseguem abarcar as diferentes temáticas, pois os estudos existentes são muito significativos para a área.
Mas o aspecto que quero destacar é que, devido à história e a própria realidade da área, os professores precisam ir além desta enumeração conteudista para valorizar a Educação Física e o seu próprio trabalho. Estando inclusive, mais fundamentados teoricamente que os professores das outras disciplinas, já que, quando um docente de matemática é questionado sobre “o quê” está trabalhando em aula, ele responde qualquer um dos conteúdos e ponto, a resposta é suficientemente válida para reforçar a relevância de seu trabalho, pois o que este docente trabalha, ou é solicitado no vestibular ou constitui-se como base para a compreensão de tais conteúdos.
Diante deste contexto, um caminho para o fortalecimento e legitimidade da Educação Física Escolar pode ser este, o investimento no conhecimento do professor de Educação Física da disciplina na qual trabalha a partir de um rol mínimo de conteúdos e saberes: Quais são os conteúdos e saberes mínimos a serem trabalhados em aula? Quais são os objetivos primordiais a serem conquistados? Qual será o trato pedagógico dado em sua disciplina? Como os alunos serão avaliados? Como o seu próprio trabalho será avaliado?
Legitimar a importância do trabalho com a cultura corporal de movimento requer a construção de uma cultura de compreensão do que ela própria significa, bem como dos meios de atingi-la e de suas finalidades. Nas palavras de Barbosa (2010, p.9) “é necessário avançar dessa obrigatoriedade delegada pela Lei 10.793/03 (BRASIL, 2003) para uma outra, construída a partir do reconhecimento, pela comunidade escolar, da necessária existência da Educação Física na grade curricular”.
REFERÊNCIA
BARBOSA, C.L. de A. Educação Física e Didática: um diálogo possível. Petrópolis: Vozes, 2010.

sábado, 26 de novembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Hugo

          Tratando da temática "Educação Física Escolar (EFE): caminhos e descaminhos que fazem parte do contexto" gostaria de destacar que diversas pesquisas, entre elas Krug (2008), reforçam a constatação de que o meio escolar, na maior parte das vezes, evidencia os "descaminhos da EFE", denunciando "as péssimas condições de trabalho (falta ou escassez de espaço físico e de materiais para o desenvolvimento das aulas de EFE)", "os baixos salários percebidos pelos professores", "as dificuldades de relacionamento dos professores com os alunos indisciplinados" e também "as péssimas relações dos professores com os seus pares (colegas professores)". Assim, todo este quadro revela um professor propenso ou sob os efeitos do "mal-estar docente", pois estas questões levantadas são fontes geradoras desta situação. Nestas circunstâncias,   a docência é uma profissão geradora de desgastes psicológicos, emocionais e físicos, entre outros. O trabalho torna-se penoso, frustrante e todas as situações novas que poderiam servir como motivação, passam a ser uma ameaça temida e, portanto evitadas. Nestas condições, cada vez mais o professor tem se ressentido em seu cotidiano profissional, pois os sentimentos de desilusão, de desencantamento com a profissão são relatados constantemente evidenciando o quanto a profissão docente está vulnerável ao mal-estar docente.
          Assim, as conseqüências do mal-estar docente são: a desmotivação pessoal e elevados índices de absenteísmo e de abandono da profissão, a insatisfação profissional traduzida numa atividade de desinvestimento e indisposição constante, bem como a ausência de uma reflexão crítica sobre a ação profissional, entre outras aqui não citadas.
          Desta forma, dentro deste quadro de mal-estar docente torna-se CONSTRANGEDOR constatar, de forma fria e calculista que, talvez, possamos destacar que, nestas condições de DESCAMINHOS, "não vale a pena ser professor... de Educação Física Escolar".
           Entretanto, apesar deste quadro desolador podemos indicar CAMINHOS para a EFE que venham a apontar que realmente VALE A PENA SER PROFESSOR... DE EFE.
           Neste sentido, apontamos para a superação deste quadro, em primeiro lugar, um trabalho preventivo que retifique enfoques e incorpore novos modelos no período de formação inicial, e a FORMAÇÃO DE PROFESSORES CRÍTICO-REFLEXIVOS nos parece ser um bom caminho, pois trata de possibilitar uma formação que trata da COMPLEXIDADE DA PRÁTICA PROFISSIONAL. Em segundo lugar, deve ocorrer articulações de formação continuada, embasada logicamente no ensino crítico-reflexivo, que prestem ajuda para o professor em serviço. Ainda devemos trabalhar para que os professores compreendam melhor os condicionantes sociais que atuam sobre o ecossistema escolar para que possam aprender a reduzir o mal-estar docente, compreendendo os significados dos sintomas do mal-estar docente, identificando os principais fatores que podem estar a contribuir para esta situação e, assim, construindo estratégias de "coping" para a redução destes sintomas.
          Desta forma, estaremos construindo CAMINHOS para uma melhor EDUCAÇÂO FÍSICA ESCOLAR. Conseqüentemente diremos: VALE A PENA SER PROFESSOR... DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR!!!!!
OBS: Quero aqui ressaltar que este texto é somente uma das formas possíveis de se interpretar este fenômeno dos caminhos e descaminhos da prática cotidiana da EFE.
Referências

KRUG, H.N. Vale a pena ser professor... de Educação Física Escolar? Revista Digital Lecturas: Educación Física y Deportes, Buenos Aires, a.13,n.122, p.1-7, julio, 2008. Disponível em http://www.efdeportes.com/efd122/vale-a-pena-ser-professor-de-educacao-fisica-escolar.htm . Acessado em 4/7/2008.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS – Educação Física Escolar – Leonardo

Parabéns a profª Marta pelo texto “Educação Física Escolar: caminhos e descaminhos que fazem parte do contexto”.

Refletir sobre práticas pedagógicas requer conhecimento da história da EF, sobremaneira das influências que os setores político e social impõem a Educação Física, como no período da Educação Física Higienista – em que médicos tinham como requisito ao concluir a graduação defender uma tese, geralmente enfocada na importância dos exercícios ginásticos na formação escolar –, a Ditadura Militar e o processo de redemocratização do país.

O prof. Valter Bracht, em palestra intitulada “A Educação Física no Brasil na primeira metade do século 21: balanço e perspectiva” proferida no I Seminário Internacional de Educação Física: Perspectivas do Mercosul, em 22/11, 15h45min, realizado na UFSM – Auditório Imembuí, enfatizou que na atualidade há três perspectivas para a Educação Física, as quais não representam novidade e reforçam os estudos da área: 1) Esportivização: atividades físico-esportivas e recreativas; 2) Saúde; e 3) Cultura Corporal de Movimento.

O discurso clássico da EF é a que, por meio das atividades físicas, promove a formação integral do ser humano, entretanto, na prática, é o desenvolvimento físico-motor ou da aptidão física “servindo de educação integral do ser humano” (BRACHT, 2007, p.43).

Ao concordar com Bracht (2007), é preciso compreender a tese da EF como conceito de cultura corporal de movimento. Salienta-se que a diferença que aqui se estabelece não é somente terminológica, pois o objeto da EF, na prática, é uma construção pedagógica. Nela, retira a prática pedagógica da EF do plano biológico ou psicológico experimental para o processo de sentido/significado do mover-se mediado simbolicamente com o plano da cultura.

Refletir dessa forma, por exemplo, não significa dizer que se está de encontro ao esporte escolar. Bracht (2007) ao citar Betti não propõe transformar a EF em discurso sobre a cultura corporal de movimento, mas em uma ação pedagógica com ela.

A partir do exposto, tento refletir sobre as possibilidades de construção da EF no campo teórico-metodológico da prática pedagógica. O interessante para isso é a inexistência de receita. Acredito que dessa forma, poderemos estar agindo como sujeitos, em parceria com os alunos, do processo de construção pedagógica da EF.

BRACHT, V. Educação Física & ciência: cenas de um casamento (in)feliz. 3.ed. Ijuí: Unijuí, 2007.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aviso de abertura da temática "Educação Física Escolar" do II Ciclo de Estudos

Comunico a todos os participantes do II Ciclo de Estudos Sobre Formação e Prática Pedagógica de Professores de Educação Física que estão abertas as contribuições, a partir de hoje, 22 de novembro de 2011, à temática "Educação Física Escolar" sob a mediação da Profª Marta Nascimento Marques (Pesquisadora Associada do GEPEF). Participem com suas contribuições!!!!!! Prof. Dr. Hugo Norberto Krug - Coordenador do II Ciclo de Estudos.

II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Marta

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: CAMINHOS E DESCAMINHOS QUE FAZEM PARTE DO CONTEXTO
Marta Nascimento Marques
Refletir sobre os professores, em especial o professor de Educação Física, suas práticas pedagógicas e a realidade vivida por este no cotidiano escolar é nos depararmos com um grande leque de desafios, pois não é de hoje que o sistema educacional brasileiro vem desabando, acompanhado de uma crise de referências que estamos vivendo em termos de civilização e a Educação Física está fortemente envolvida por esta crise ou mesmo desvalorizada.
É notável no cotidiano escolar a grande carga de queixas por parte dos professores, pois segundo Vasconcellos (2007, p. 15), “no tempo atual, um professor que não tenha um nível razoável de angústia em relação à sua atividade, que não se sinta desacomodado, com certeza, não é um professor do tempo atual!”
Também segundo Libâneo (2006) cada vez se torna mais difícil para o professorado assumirem os requisitos profissionais e éticos da sua profissão, diante dos baixos salários que recebem e da precária preparação profissional, os mesmos são tomados por uma baixa auto-estima que interfere na sua personalidade, dificultando assim qualquer atitude motivadora de mudança. Além disso, os programas de formação continuada que poderiam auxiliar e motivar os professores, quando existem, na maioria das vezes são inadequados, não atendem aos anseios dos quais os mesmos necessitam, então acabam se frustrando e perdendo o interesse pela busca da autoformação e o nível de expectativa de desenvolvimento pessoal e profissional cada vez diminui mais.
Ainda nesse embate, um dos sentimentos mais constantes que encontramos nos professores é certa sensação de sufocação, eles se sentem saturados diante de tantas tarefas e responsabilidades que precisam desempenhar, frente a novas exigências curriculares e sociais que fazem parte do cotidiano escolar (PÉREZ GÓMEZ, 2001).
Frente às possibilidades e limitações que os docentes se confrontam no cotidiano das escolas, necessitam criar diariamente uma série de estratégias e também saberes para lidarem não só com as demandas e necessidades que estas condições lhes colocam, como também, com as incertezas e desafios que os pressupostos da escola pública lhes exigem, principalmente no que se refere à Educação Física Escolar.
Neste viés Ghedin; Almeida e Leite (2008) deixam claro que “compreender os caminhos e descaminhos da prática” é uma tentativa de interpretar o modo de ser de cada professor no dia-a-dia do contexto escolar. Também colocam que é através das ações, tanto pessoal como institucional, que o professor irá projetar o seu modo de ser, na tentativa de cada vez ser mais e melhor.
Assim, podemos ressaltar que os caminhos e descaminhos da Educação Física Escolar são os mais diversos e desafiadores possíveis.
Vale destacar que em estudos feitos por Marques e Krug (2009) os principais problemas sentidos pelos professores de Educação Física no decurso de suas carreiras estão relacionados à falta de condições em termos físicos e materiais para o desenvolvimento das aulas de Educação Física, dificuldades em organizar o processo de ensino-aprendizagem, número excessivo de alunos em aula, desajustamento dos programas, atitude de passividade e/ou de não colaboração dos colegas, inexistência de medidas adequadas ao controle do insucesso escolar, alunos indisciplinados com falta de interesse e/ou concentração nas aulas e ainda a falta de acompanhamento da família, caracterizando uma desvalorização do trabalho do professor.
Conforme Darido e Neto (2005) outro fator bastante comum de se observar é a falta de privacidade existente nas aulas de Educação Física, pois o professor e os alunos quase sempre contam com expectadores em suas aulas, como pessoas da direção, funcionários da escola, alunos de outras turmas, pais etc. Todos esses elementos de alguma forma interferem no desenvolvimento das aulas, muitas vezes atrapalhando a concentração dos próprios alunos e isso acaba dificultando a prática pedagógica do professor. Já nas outras disciplinas isso não acontece, pois se pode manter a porta da sala fechada e ter mais privacidade para desenvolver o trabalho.
Apesar de a realidade ser de dificuldades formativas, de condições de trabalho inadequadas e desvalorização profissional, felizmente ainda existem professores preocupados em (re)significar esse contexto, buscando qualidade e novos caminhos para a área de Educação Física Escolar.
A luz de uma proposta pedagógica a disciplina de Educação Física é portadora de um vasto conhecimento capaz de levar os alunos de todas as faixas etárias a vivenciarem a sua cidadania de forma autônoma. É possível também que a Educação Física “articule criticamente uma concepção que possa ser explorada e transformada pelos alunos, pois irá permitir um ensino capaz de ampliar os argumentos sobre a importância da inserção e integração da Educação Física na cultura corporal” (DARIDO; NETO, 2005, p.61).
Também segundo os PCN’s (1997 b) a disciplina de Educação Física é bastante ampla, pois permite a vivência de diferentes tipos de práticas corporais que fazem parte de diferentes tipos de culturas presentes no cotidiano. Portanto a prática da mesma irá favorecer a autonomia e desenvolvimento dos alunos em sua vida e na sociedade como um todo. Por isso a importância da Educação Física se justifica pela capacidade de formação integral do educando.
No entanto, para que se desenvolva uma formação integral e de qualidade, o professor de Educação Física em suas práticas pedagógicas necessita levar em consideração uma ampla visão de mundo, de homem e de sociedade, para poder ter bem claro que tipo de aluno e sociedade ele quer formar? Também para que sociedade ele está formando o seu aluno (MARQUES et al., 2009)?
Além disso, outro ponto que podemos considerar positivo na Educação Física Escolar, diz respeito ao nível de satisfação que o profissional sente ao desenvolver em suas aulas conteúdo do qual ele gosta, também o bom relacionamento que tem com alunos, pais e colegas, o prazer em trabalhar em diferentes ambientes e não somente fechado em uma sala de aula, o reconhecimento e gosto que os alunos demonstram por suas aulas, bem como o desenvolvimento de diferentes tarefas no ambiente escolar ( ANDREWS apud BOTH; NASCIMENTO, 2009).
Tais aspectos contribuem num bom desenvolvimento da prática pedagógica dos professores, numa boa relação professor-aluno e em conseqüência disso, num bom aproveitamento e aprendizagem dos educandos.
Devido à amplitude desta área, ainda falta um maior consenso sobre o caminho a seguir. Então deixo o seguinte questionamento: quais seriam as alternativas eficazes para melhorar a prática pedagógica, superar os descaminhos e dar um novo sentido a disciplina de Educação Física Escolar?
Referências:
BOTH, J.; NASCIMENTO, J.V. Intervenção profissional na Educação Física Escolar: considerações sobre o trabalho docente. Revista Movimento, Porto Alegre, v.15, n.02, p.169-186, abr./jun, 2009.
BRASIL. PCN – Parâmetros Curriculares Nacionais: Educação Física. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF, 1997 b.
DARIDO, S.C.; NETO, L.S. O contexto da Educação Física na escola. In: DARIDO, S.C.; RANGEL, I.C.A. (Coords.). Educação Física na Escola: implicações para a prática pedagógica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2005.
GHEDIN, E.; ALMEIDA, M.I.; LEITE, Y.U.F. Formação de professores: caminhos e descaminhos da prática. Brasília: Líber Livro Editora, 2008.
LIBÂNEO, J.C. Adeus professor, adeus professora? novas exigências educacionais e profissão docente. 9. ed. São Paulo, Cortez, 2006.
MARQUES M.N. et al. Os desafios da prática pedagógica na Educação Física Escolar para a construção da cidadania. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO POPULAR, IX, 2009, Santa Maria. Anais... Santa Maria: Gráfica Universitária, 2009.
MARQUES, M.N.; KRUG, H.N. Os problemas sentidos no decurso da carreira de professores de Educação Física Escolar e a relação com os momentos de ruptura profissional. In: SIMPÓSIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, XXIX,2009. Pelotas. Anais... Pelotas: ESEF-UFPEL, 2009. p.1-12.
PÉREZ GÓMEZ, A. I. A cultura escolar na sociedade neoliberal. Porto Alegre: ArtMed, 2001.
VASCONCELLOS, C.S. Para onde vai o professor? Resgate do professor como sujeito de transformação. 12. ed. São Paulo: Libertad, 2007.

Aviso de encerramento e avaliação da temática Identidade Profissional do II Ciclo de Estudos

      Comunicamos a todos os participantes do II Ciclo de Estudos Sobre Formação e Prática Pedagógica de Professores de Educação Física que está ENCERRADA, a partir de hoje, 22 de novembro de 2011, a temática "Identidade Profissional" sob a mediação do Prof. Leonardo Germano Krüger (Pesquisador Associado do GEPEF). Agradecemos as contribuições de todos os participantes, em especial ao mediador Leonardo!
      Avaliando esta terceira temática desenvolvida podemos considerar que as postagens realizadas foram de ótimo nível de conhecimento. A temática teve a duração de vinte dias e tivemos oito postagens o que resulta em menos de uma postagem diária (0,4). Assim, avaliamos novamente que a época do ano, com muitas atividades profissionais e acadêmicas contribuiu para esta diminuição do número de postagens em relação à primeira e à segunda temáticas. Também consideramos um fato negativo a não participação com postagens de vários inscritos neste evento. Conseqüentemente, esperamos que TODOS venham a participar da próxima temática deste Ciclo de Estudos.
      Em breve estaremos anunciando a quarta e última temática do II Ciclo de Estudos. PARTICIPEM!!!!!
                Prof. Dr. Hugo Norberto Krug - Coordenador do II Ciclo de Estudos 

domingo, 20 de novembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS – Temática: Identidade Profissional – Leonardo

Após ler as postagens, as quais responderam as questões iniciais, apresento o seguinte esquema em uma tentativa de fechamento de bloco:


Deroeut (apud MOITA, 1992) quando se refere à identidade profissional de professores chama-lhe de "montagem compósita". É uma construção que tem uma dimensão espaço-temporal, atravessa a vida profissional desde a fase da opção pela profissão até a aposentadoria, passando pelo tempo concreto da formação inicial e pelos diferentes espaços institucionais onde a profissão se desenrola. É construída sobre saberes científicos e pedagógicos como sobre referências de ordem ética e deontológica. É uma construção que tem a marca das experiências feitas, das opções tomadas, das práticas desenvolvidas, das continuidades e descontinuidades, quer ao nível das representações quer ao nível do trabalho concreto. Logo, a mobilização dos saberes disciplinares, curriculares, profissionais e da experiência (TARDIF; LESSARD; LAHAYE, 1991), saberes da ação pedagógica (GAUTHIER et al., 1998) está ligado à construção da identidade profissional.

O interessante aqui é observar que está em aberto qual é a perspectiva de Educação e EFE e sua implicação na construção dos saberes, o que parece uma obviedade. No entanto, algumas vezes esse aspecto não é considerado. Essa situação lembra-me que a escolha pelo curso de Educação Física acontece pelo gosto de jogar, o que para muitos continua até a conclusão do curso. Quantos têm o seguinte despertar: “gosto de jogar pelo gosto de aprender a ensinar”.

O que pode acontecer se este despertar não estiver definido ao se botar o pé no contexto escolar?

Dessa forma, entendo que a construção da identidade profissional perpassa pelo desenvolvimento de mecanismos. A sugestão é direcionar o tema para a profissionalidade docente. Qual é a relação entre identidade profissional e profissionalidade docente? Quais são as interrelações entre desenvolvimento profissional, o comprometimento com a qualificação/evolução da Educação Física e reconhecimento de competências teórico-metodológicas?

GAUTHIER, C. et al. Por uma teoria da pedagogia: pesquisas contemporâneas sobre o saber docente. Ijuí: Unijuí, 1998.

MOITA, M. da C. Percursos de formação e de trans-formação. In: NÓVOA, A. (Org.). Vidas de professores. Porto: Porto Ed., 1992. p.111-140.

TARDIF, M., LESSARD. C; LAHAYE, L. Os professores face ao saber – esboço de uma problemática do saber docente. Teoria & Educação, Porto Alegre, n.4, p.215-233, 1991.

II CICLO DE ESTUDOS - Identidade Profissional - Greice

Ao ler os textos apresentados até agora acerca da identidade profissional do professor de Educação Física, chamou-me a atenção a seguinte questão: Pra que serve a Educação Física escolar? Parece-me que a visão que os alunos tem da área está restringida à prática de esportes, o que atrai alguns alunos, mas afasta outros que não identificam-se com essa prática. Na tentativa mudar esse quadro, muitos professores deparam-se com a resistência dos alunos e dos demais professores da escola, como citado pelo colega Cassiano, que relatou conflitos com os professores, alunos e pais à uma aula teórica. Ainda, muitos professores encaram a Educação Física apenas como um momento de lazer e consideram “bagunça” a liberdade de movimento que os alunos possuem nessas aulas.

Acredito que a identidade profissional construída por muitos anos não permite que muitos professores de Educação Física sejam críticos no sentido de fazer mudanças que refletirão na quebra da concepção de Educação Física ligada exclusivamente à prática de esportes.

Sendo assim, após essa breve reflexão, volto a falar sobre a importância de haver mudanças na Educação Física, desde a formação, no intuito de mudar a concepção de pais, alunos e dos outros professores sobre a questão “Pra que serve a Educação Física?”.

sábado, 19 de novembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Identidade Profissional - Cassiano Telles


Como o nosso companheiro Leonardo elaborou algumas questões, irei realizar a mesma estrutura de respostas, qual já realizada pelo Rodrigo e a Moane. Somente irei mudar um pouco as questões de acordo com minha curiosidade diminuindo inclusive o numero de questões para duas. Vamos lá. 


Primeira questão: A identidade do Professor de Educação Física? Esta é uma questão que me traz um pouco de duvida. Para Pineau apud Krug (2010, p. 01) “em sua formação o professor de Educação Física situa sua aprendizagem na construção de si próprio, [...] onde sua identificação é fundamental para a construção de sua identidade”. Logo após o autor destaca que “ninguém se forma no vazio. Formar-se supõe troca, experiência, interações sociais, aprendizagens, um sem fim de relações. Ter acesso ao modo como cada pessoa se forma é ter em conta a singularidade de sua história“. Então observando que ninguém se forma no vazio e estas relações históricas tem um grande sentido me pergunto: grande parte de nossa história esta voltada para o ensino técnico, destes professores a maioria passou por aquela concepção de Educação Física técnica, no mais estamos em um momento de crise de identidade devido a toda nossa historicidade? Porque falo em crise, falo em crise, pois estamos em um estado transitório de incertezas e dificuldades, mas também cheio de possibilidades de renovação. Esta mudança ocorre devido a evolução pedagógica que passa pela mais recente separação do curso o dando outra nomenclatura, (Licenciatura e Bacharelado) onde muitos professores que nos possibilitam esta formação inicial encontram-se em crise sem saber diferenciar as duas filosofias propostas. 
Medina (2002) afirma que: “A Educação Física precisa entrar em crise urgentemente. Precisa questionar criticamente seus valores. Precisa ser capaz de justificar-se a si mesma. Precisa procurar sua identidade. É preciso que seus profissionais distingam o educativo do alienante, o fundamental do superfulo de suas tarefas”. 

Segunda questão: A identidade da Educação Física Escolar(EDFE)? Para responder esta questão sobre a identidade da EDFE, primeiramente irei realizar outra pergunta. O que é Educação Física Escolar? Entendo a EDFE como um conhecimento tratado no âmbito escolar e colocado dentro de referências filosóficas, cientificas, políticas e culturais. Estas referências citadas anteriormente que irão formar nossas diferentes práticas pedagógicas, assim quando se pergunta o que é esta EDFE estamos pensando em dar sentido a nossas preocupações de compreender esta EDFE prática e transformá-la. Apartir desta compreensão que chego a fala do prof. Leonardo, que coloca entre aspas aquela velha e cansativa pergunta para quem trabalha na escola (professor tem física hoje?), acreditando que esta dicotomia entre Educação Física e Física, com que alunos estão acostumados provem de nossa história propriamente dita, se pensarmos um pouco e olharmos para o passado que a EDFE possuí, iremos observar que ela tem um papel importantíssimo na consolidação de uma nova sociedade – a capitalista – onde os exercícios físicos tem um papel importantíssimo. Segundo Taffarel (1992, p.51): “Para esta nova sociedade, tornava-se necessário “construir” um novo homem: mais forte, mais ágil, mais empreendedor [...] exercícios físicos, então, passam a ser entendidos como receita e remédio, julgava-se que implementando eles na escola, era através dos mesmos que iríamos formar trabalhadores com corpos saudáveis, ágeis e um homem disciplinado, o que era exigido por este novo governo capitalista.” 
Taffarel também conta um pouco da historia do Curso de Educação Física da UFSM, CEFD/UFSM inaugurado em 1970, onde a mesma menciona que até o fim da ditadura militar que perdurou de (1964/1985), o CEFD era voltado para a formação de atletas, como todos os cursos de EDF instituídos neste país. Abrindo um pouco mais o pensamento posso dizer que o conceito (formar para atuar pedagogicamente) no Brasil possui apenas 26 anos, então estes pais realizam sim uma visão de EDFE, como sendo algo técnico e prático. Agora lhes conto uma historia que aconteceu comigo e deve acontecer com todos: certo dia um pai veio em minha direção durante minha atuação como docente e esbravejou as seguintes palavras: “este é o único momento de lazer que meu filho possui na escola e o senhor esta querendo tirar, com estas aulas que falam sobre saúde, cultura entre outras porcarias. Ele está focado nas outras disciplinas que irão cair no vestibular e não precisa ficar escutando e estudando tais baboseiras”! Foi algo que ficou muito marcado em minha breve carreira naquela escola. Mas observando a historia que possuímos entendo que ainda vamos levar muitos anos para criarmos uma identificação com a sociedade em geral, ouso em dizer que estamos caminhando para uma nova estruturação a passos largos contra outras disciplinas pedagógicas que se utilizam ainda da forma (segundo as palavras de Freire (1989)) “bancária”, de dar aula, uma forma na qual o professor apenas deposita seu conhecimento e o aluno o recebe. 

Este é um pensamento que possuo sobre o assunto, peço as mais sinceras desculpas pela demora, mas estava com um pouco de receio em postar estas palavras sendo que acredito que estas darão um debate imenso, tendo muitas reflexões contrarias as minhas palavras! 


Referencias 

COLETIVO DE AUTORES (1992) Metodologia do Ensino da Educação Física. São Paulo: Cortez. 

FREIRE, J. B. S. Educação de corpo inteiro. São Paulo: Scipione, 1989. 

KRUG, H.N. A construção da identidade profissional docente no estágio curricular supervisionado na percepção dos acadêmicos da licenciatura em Educação Física do CEFD/UFSM. Lecturas: Educación Física y Deportes, Revista Digital. Buenos Aires, a.13, n.143, p.1-13, Abril, 2010. http://www.efdeportes.com/efd143/identidade-profissional-docente-no-estagio-curricular-supervisionado.htm

MEDINA, João Paulo Subirá. Educação Física cuida do corpo e... “mente. 18ª ed. Campinas. Papirus, 2002.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Identidade Profissional - Rodrigo e Moane

            Primeiramente gostaríamos de parabenizar o professor Leonardo pelo texto que dá início ao debate sobre a temática “identidade profissional” do II Ciclo de Estudos do GEPEF. Sendo assim, estruturamos estas escritas através das questões colocadas pelo professor em seu texto.
Primeira questão: De que maneira se dá a passagem do “estado de aluno” para o “estado de profissional”?
Para tentar responder esta pergunta citamos Santos Júnior e Krug (2008) que colocam que o acadêmico se constitui como profissional no momento em que passa a atuar no contexto de sua profissão, na medida em que se torna ativo na elaboração, execução e avaliação de seu próprio trabalho docente. A fala de Guarnieri (2005) também nos remete a este pensamento, quando este coloca que é no exercício da profissão que se consolida o processo de tornar-se professor, ou seja, o aprendizado da profissão a partir de seu exercício possibilita configurar como vai sendo constituído o processo de aprender a ensinar.
            Segunda questão: para que serve a Educação Física Escolar?
            Atualmente a Educação Física Escolar está sendo utilizada pelos professores e alunos somente para a prática de esportes. Paz e Pires (2002) explicam que a prática de esportes nas aulas é uma constante e ocupam uma posição importante na preferência dos alunos e nos conteúdos mais trabalhados pelos professores. Sendo assim lançamos a seguinte pergunta: será que esta é a identidade da Educação Física Escolar?
            De acordo com Canfiled (1998) esta não é a identidade da nossa profissão. A autora explica que a aula de Educação Física não pode ser confundida com um grupo de lazer, um clube, um lugar de treinamento preparatório para competições, sendo sim, um lugar de obrigações, confrontações e diferenças.
Terceira questão: Qual é a identidade profissional do professor de Educação Física?
Concordamos com os autores citados pelo professor Leonardo que dizem que a identidade profissional não é um dado adquirido, não é uma propriedade, não é um produto (NÓVOA, 2002), é um processo de construção do sujeito historicamente situado (PIMENTA, 2005).
            Também concordamos com as colocações da professora Carla, onde ela diz que o processo de construção da identidade profissional docente inicia-se antes mesmo da entrada no curso de formação inicial, pois cada sujeito já possui uma propensa identidade de ser professor. Cada pessoa carrega consigo sua história, suas experiências como aluno de Educação Física Escolar. Hurtado (1983) coloca que o professor influencia o aluno, tanto pelo que ensina, como pelo que faz, pelo bom exemplo que dá. Sendo assim os nossos professores influenciam nossa identidade profissional, seja de forma positiva ou negativa.
            O texto da professora Carla traz exatamente o que pensamos sobre identidade profissional, onde os processos formativos são construídos a partir de experiências vividas, englobando tanto fases da vida pessoal quanto da profissão, não havendo possibilidade de separação entre a profissão e a vida pessoal. Holly (1992) e Gonçalves (1992) explicam esta relação, ressaltando que as representações do campo escolar influenciam e determinam nossa identidade profissional, acrescidas de nossas histórias de vida, através dos diferentes contextos biológicos, experienciais e sociais em que crescemos e vivemos.
            Nesse sentido, ninguém forma sua identidade profissional no vazio, formar-se supõe troca, experiência, interações sociais e aprendizagens, um sem fim de relações. Ter acesso ao modo de como cada pessoa se forma é ter em conta a singularidade de sua história e, sobretudo o modo singular como age, reage e interage com os seus contextos (MOITA, 1995).

Referências

CANFIELD, M.S. Educação Física: necessidades educativas do futuro. Revista Kinesis, Santa Maria, n.20, p.129-137, 1998.

GONÇALVES, J.A.M. A carreira das professoras do ensino primário. In: NÓVOA, A. (Org.). Vidas de professores. Porto: Porto Editora, 1992. p.141-168.

GUARNIERI, M.R. O início na carreira docente: pistas para o estudo do trabalho do professor. In: GUARNIERI, M.R. (Org.). Aprendendo a ensinar: o caminho nada suave da docência. 2. ed. Campinas: Autores Associados, 2005. p.5-24.

HOLLY, M.L. Investigando a vida profissional dos professores: diários biográficos. In: NÓVOA, A. (Org.). Vidas de professores. Porto: Porto Editora, 1992. p.79-110.

HURTADO, J.G.G.M. O ensino da Educação Física: uma abordagem didática. 2. ed. Curitiba: Educa/Editer, 1983.

MOITA, M. da C. Percursos de formação e de trans-formação. In: NÓVOA, A. (Org.). Vidas de professores. Porto: Porto Editora, 1992. p.111-140.

NÓVOA, A. Diz-me como ensina, dir-te-ei que és e vice-versa. In: FAZENDA, I. (Org.). A pesquisa em educação e as transformações do conhecimento. 4. ed. Campinas: Papirus, 2002. p.29-41.

PAZ, J.R.; PIRES, V. Visão do aluno sobre a Educação Física na escola: um estudo com a 8ª série de ensino fundamental de Santa Cruz-RS: In: SIMPÓSIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, XXI, 2002, Pelotas. Anais, Pelotas: ESEF/UFPEL, 2002. p.100- 111. CD-Room.

PIMENTA, S.G. Formação de professores: identidade e saberes da docência. In: PIMENTA, S.G. (Org.). Saberes pedagógicos e atividade docente. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2005. p.15-34

SANTOS JÚNIOR, S.L.; KRUG, H.N. Extensão universitária: contribuições à formação inicial em Educação Física da UFSM. In: KRUG, H.N. (Org.). Os professores de Educação Física e sua formação. Santa Maria: Universidade Federal de Santa Maria, 2008. p.49-55.