sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Aviso de encerramento da temática: Educação Física Escolar e do II Ciclo de Estudos
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
II CICLO DE ESTUDOS – Temática: Educação Física Escolar – Haury
domingo, 18 de dezembro de 2011
II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar – Patric
Atualmente, podemos perceber que a temática: Educação Física Escolar (EFE) vem sendo bastante discutida, criticada e, por muitas vezes, avaliada em relação a sua validade dentro do componente curricular da escola.
Sabemos, como coloca a professora Marta, que muitos são os descaminhos que os professores de EFE enfrentam nos dias de hoje, e isso com certeza acaba influenciando nas aulas, bem como, na disciplina como um todo. Porém, acredito que isso não pode tornar-se desculpa para responder os questionamentos da nossa atuação na escola, pois de nada adianta acharmos o problema e não solucioná-lo.
Desta maneira, gostaria de destacar a importância dos professores de EFE na luta pela valorização da nossa disciplina. Para que possamos ser reconhecidos e respeitados, temos que primeiramente saber o verdadeiro papel da nossa disciplina para a comunidade escolar, bem como, para sociedade. Desta forma, concordando com as colocações da professora Franciele, acredito que é importante que o professor invista em conhecimento, e que compreenda quais são seus conteúdos e saberes primordiais para sua atuação na escola.
Vejo também, que os cursos de Licenciatura em Educação Física possuem uma grande responsabilidade em mostrar aos futuros professores o quão eles são importantes dentro da escola, pois como coloca Carreiro da Costa (1994), a formação inicial é o momento em que o futuro professor adquire os conhecimentos científicos e pedagógicos, bem como, as competências necessárias para enfrentar a carreira docente.
Sendo assim, retomo as colocações feitas pelo professor Hugo ao destacar como um dos caminhos para ajudar a EFE, a importância de se trabalhar na formação inicial com a proposta do ensino crítico – reflexivo, bem como, na formação continuada dos professores em serviço. Mas para que isso aconteça, é necessário que os professores universitários saibam realmente como trabalhar com este ensino, caso contrário, de nada adiantará todo esse discurso.
Também fazendo um link com a escrita do professor Leonardo, aponto que é importante que tenhamos um conhecimento sobre a história da EFE, principalmente de todos os momentos que ela foi passando e suas influências, para que possamos escolher qual a abordagem que realmente queremos seguir nas aulas EFE, e assim, ter subsídios que sustentam a nossa permanência dentro do ambiente escolar.
Porém, um dos pontos que me intrigam e que o professor Cassiano ressalta é o fato de que ainda enfrentamos os equívocos de nossa profissão, como por exemplo: a relação da teoria com a prática, onde muitos professores dizem que são práticos e outros que são teóricos, sem fazer qualquer relação de uma com a outra, como se isso fosse possível!
Por tanto, tentando achar uma possível resposta para a pergunta do professor Clairton, ao nos questionar sobre a existência de retrocessos na EFE em relação aos mega-eventos que o Brasil sediará nos próximos anos, onde o professor poderá ser um treinador, acredito que se nós enquanto professores de EFE realmente sabemos o nosso papel dentro da escola não haverá retrocessos dentro do campo escolar na nossa disciplina, e com certeza, saberemos reivindicar por melhores condições no nosso ambiente de trabalho ao invés de ficarmos olhando o quanto é gasto para fazer eventos, que na maioria das vezes não trazem nenhum benefício para nossas aulas na escola, sem fazer nada para que isso acabe.
Referência
CARREIRO DA COSTA, F.A.A. Formação de professores: objetivos, conteúdos e estratégias. Revista de Educação Física UEM, Maringá, v.5, n.1, p.26-39, 1994.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Cassiano
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Fabiana
domingo, 27 de novembro de 2011
II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Franciele
sábado, 26 de novembro de 2011
II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Hugo
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
II CICLO DE ESTUDOS – Educação Física Escolar – Leonardo
Parabéns a profª Marta pelo texto “Educação Física Escolar: caminhos e descaminhos que fazem parte do contexto”.
Refletir sobre práticas pedagógicas requer conhecimento da história da EF, sobremaneira das influências que os setores político e social impõem a Educação Física, como no período da Educação Física Higienista – em que médicos tinham como requisito ao concluir a graduação defender uma tese, geralmente enfocada na importância dos exercícios ginásticos na formação escolar –, a Ditadura Militar e o processo de redemocratização do país.
O prof. Valter Bracht, em palestra intitulada “A Educação Física no Brasil na primeira metade do século 21: balanço e perspectiva” proferida no I Seminário Internacional de Educação Física: Perspectivas do Mercosul, em 22/11, 15h45min, realizado na UFSM – Auditório Imembuí, enfatizou que na atualidade há três perspectivas para a Educação Física, as quais não representam novidade e reforçam os estudos da área: 1) Esportivização: atividades físico-esportivas e recreativas; 2) Saúde; e 3) Cultura Corporal de Movimento.
O discurso clássico da EF é a que, por meio das atividades físicas, promove a formação integral do ser humano, entretanto, na prática, é o desenvolvimento físico-motor ou da aptidão física “servindo de educação integral do ser humano” (BRACHT, 2007, p.43).
Ao concordar com Bracht (2007), é preciso compreender a tese da EF como conceito de cultura corporal de movimento. Salienta-se que a diferença que aqui se estabelece não é somente terminológica, pois o objeto da EF, na prática, é uma construção pedagógica. Nela, retira a prática pedagógica da EF do plano biológico ou psicológico experimental para o processo de sentido/significado do mover-se mediado simbolicamente com o plano da cultura.
Refletir dessa forma, por exemplo, não significa dizer que se está de encontro ao esporte escolar. Bracht (2007) ao citar Betti não propõe transformar a EF em discurso sobre a cultura corporal de movimento, mas em uma ação pedagógica com ela.
A partir do exposto, tento refletir sobre as possibilidades de construção da EF no campo teórico-metodológico da prática pedagógica. O interessante para isso é a inexistência de receita. Acredito que dessa forma, poderemos estar agindo como sujeitos, em parceria com os alunos, do processo de construção pedagógica da EF.
BRACHT, V. Educação Física & ciência: cenas de um casamento (in)feliz. 3.ed. Ijuí: Unijuí, 2007.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Aviso de abertura da temática "Educação Física Escolar" do II Ciclo de Estudos
II CICLO DE ESTUDOS - Temática: Educação Física Escolar - Marta
Aviso de encerramento e avaliação da temática Identidade Profissional do II Ciclo de Estudos
domingo, 20 de novembro de 2011
II CICLO DE ESTUDOS – Temática: Identidade Profissional – Leonardo

Deroeut (apud MOITA, 1992) quando se refere à identidade profissional de professores chama-lhe de "montagem compósita". É uma construção que tem uma dimensão espaço-temporal, atravessa a vida profissional desde a fase da opção pela profissão até a aposentadoria, passando pelo tempo concreto da formação inicial e pelos diferentes espaços institucionais onde a profissão se desenrola. É construída sobre saberes científicos e pedagógicos como sobre referências de ordem ética e deontológica. É uma construção que tem a marca das experiências feitas, das opções tomadas, das práticas desenvolvidas, das continuidades e descontinuidades, quer ao nível das representações quer ao nível do trabalho concreto. Logo, a mobilização dos saberes disciplinares, curriculares, profissionais e da experiência (TARDIF; LESSARD; LAHAYE, 1991), saberes da ação pedagógica (GAUTHIER et al., 1998) está ligado à construção da identidade profissional.
O interessante aqui é observar que está em aberto qual é a perspectiva de Educação e EFE e sua implicação na construção dos saberes, o que parece uma obviedade. No entanto, algumas vezes esse aspecto não é considerado. Essa situação lembra-me que a escolha pelo curso de Educação Física acontece pelo gosto de jogar, o que para muitos continua até a conclusão do curso. Quantos têm o seguinte despertar: “gosto de jogar pelo gosto de aprender a ensinar”.
O que pode acontecer se este despertar não estiver definido ao se botar o pé no contexto escolar?
Dessa forma, entendo que a construção da identidade profissional perpassa pelo desenvolvimento de mecanismos. A sugestão é direcionar o tema para a profissionalidade docente. Qual é a relação entre identidade profissional e profissionalidade docente? Quais são as interrelações entre desenvolvimento profissional, o comprometimento com a qualificação/evolução da Educação Física e reconhecimento de competências teórico-metodológicas?
GAUTHIER, C. et al. Por uma teoria da pedagogia: pesquisas contemporâneas sobre o saber docente. Ijuí: Unijuí, 1998.
MOITA, M. da C. Percursos de formação e de trans-formação. In: NÓVOA, A. (Org.). Vidas de professores. Porto: Porto Ed., 1992. p.111-140.
TARDIF, M., LESSARD. C; LAHAYE, L. Os professores face ao saber – esboço de uma problemática do saber docente. Teoria & Educação, Porto Alegre, n.4, p.215-233, 1991.
II CICLO DE ESTUDOS - Identidade Profissional - Greice
Ao ler os textos apresentados até agora acerca da identidade profissional do professor de Educação Física, chamou-me a atenção a seguinte questão: Pra que serve a Educação Física escolar? Parece-me que a visão que os alunos tem da área está restringida à prática de esportes, o que atrai alguns alunos, mas afasta outros que não identificam-se com essa prática. Na tentativa mudar esse quadro, muitos professores deparam-se com a resistência dos alunos e dos demais professores da escola, como citado pelo colega Cassiano, que relatou conflitos com os professores, alunos e pais à uma aula teórica. Ainda, muitos professores encaram a Educação Física apenas como um momento de lazer e consideram “bagunça” a liberdade de movimento que os alunos possuem nessas aulas.
Acredito que a identidade profissional construída por muitos anos não permite que muitos professores de Educação Física sejam críticos no sentido de fazer mudanças que refletirão na quebra da concepção de Educação Física ligada exclusivamente à prática de esportes.
Sendo assim, após essa breve reflexão, volto a falar sobre a importância de haver mudanças na Educação Física, desde a formação, no intuito de mudar a concepção de pais, alunos e dos outros professores sobre a questão “Pra que serve a Educação Física?”.